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“As derrotas militares, políticas e morais dos imperialistas ianques na Guerra da Coreia"



1) A esmagadora derrota militar dos imperialistas na Guerra da Coreia


Ao invés de tirarem a devida lição das seguidas e pesadas derrotas militares na guerra, os imperialistas ianques ficaram ainda mais enlouquecidos em seus esforços para salvar o mito derrubado sobre seu “poderio”.


O presidente Eisenhower, que substituiu Truman, fez preparativos para uma nova ofensiva visando conquistar um “armistício honrado”. Em 5 de dezembro de 1952, antes de deixar a Coreia após a “inspeção” do front coreano, convocou seus comandantes das forças terrestres, navais e aéreas do exército agressor no front coreano, Clark, Van Fleet e Wayland, respectivamente, e até mesmo o chefe do Grupo Consultivo Militar dos Estados Unidos em Taiwan, para o Quartel-General do 8º Exército dos Estados Unidos, para assim planejarem em conjunto a escalada da guerra. O ponto de partida foi o plano da “nova ofensiva” de Einsenhower para a tal “estratégia de retaliação”.


O plano da “nova ofensiva” de Eisenhower visava formar um novo front por volta dos 40 graus à latitude norte, mediante condução de ambiciosas operações, e levando a ca­bo ataques aéreos com paraquedistas nas posições de retaguarda do Exército Popular da Coreia, com operações simultâneas de incursão no front.


Para isto, foi planejado um ataque à China continental, um bloqueio costeiro pelas forças navais e aéreas dos EUA, e a condução de operações de fustigação por parte das tropas fantoches de Chiang Kai-shek na retaguarda da China.


O plano significava que, ao mobilizar todas as forças armadas, empurrariam o front para o norte, ocupariam o território da metade norte da Coreia, e ampliariam a guerra sobre o restante do continente, para que pudessem conquistar um “armistício honrado” por quaisquer meios. A artimanha da “nova ofensiva” de Eisenhower foi, na realidade, uma réplica do dito “plano de retaliação” de MacArthur, que sonhava em expandir de forma selvagem a guerra de agressão para o restante do continente.


Contudo, o plano da “nova ofensiva” dos imperialistas ianques, no qual depositaram suas últimas esperanças, terminou em um fiasco diante da impecável posição de defesa dos bravos soldados do Exército Popular da Coreia. O inimigo perdeu 78 mil soldados e uma área de 160 quilômetros quadrados nos três poderosos contragolpes conduzidos pelas unidades combinadas do Exército Popular da Coreia.


Sem as “ofensivas” ou políticas de chantagem militar, nem operações de “terra arrasada” e “estrangulamento”, nem massacres e atrocidades criminosas com guerras bacteriológicas, jamais poderiam os imperialistas ianques por de joelhos o povo coreano e reverterem sua derrota durante os três anos de Guerra da Coreia.


Dado que era óbvio o fracasso completo da “nova o­fensiva”, os imperialistas ianques não tiveram outra escolha que não renunciarem à ilusão de um “armistício honroso”. Apareceram durante as negociações do tratado de armistício sem muito apreço ao prestígio dos Estados Unidos a respeito de seu “poderio”. Em 27 de julho de 1953, caíram de joelhos diante do povo coreano e assinaram o acordo de armistício.


Assim, a Guerra da Coreia, que durou três anos e um mês, terminou com uma grande vitória para o povo coreano.


Assim falou o grande líder, camarada Kim Il Sung: “Durante a Guerra da Coreia, os imperialistas ianques sofreram uma vergonhosa derrota militar pela primeira vez na história dos Estados Unidos; isso significou o início do caminho decadente para o imperialismo ianque”.


A Guerra da Coreia comprovou a bancarrota completa da tática de agressão dos imperialistas norte-americanos, que tentaram atingir seus objetivos de agressão contando com a sua superioridade numérica e técnica, e recorrendo aos métodos e meios mais brutais de guerra. Isso jogou por terra o mito acerca de seu “poderio”.

Os imperialistas estadunidenses, que se gabavam de não conhecerem derrotas em mais de 110 guerras de agressão e mais de 8,9 mil invasões ultramar em sua história, passaram na Coreia por suas primeiras e sérias derrotas militares, políticas e morais. Mesmo o anterior Secretário de Defesa dos EUA, Marshall, teve de admitir a completa erosão do mito sobre o “poderio” estadunidense, deplorando: “O mito explodiu em átomos, e tornou-se claro para todos que os Estados Unidos não eram tão fortes quanto os outros imaginavam”.


Sob o ponto de vista militar, os Estados Unidos sofreram uma derrota terrivelmente pesada na Guerra da Coreia.


Durante três anos de guerra de agressão, os imperialistas enviaram para o pequeno e estreito front coreano uma imensa força armada, dois milhões ao todo, incluindo um ter­ço de sua força terrestre (alardeando seu “equipamento moderno”), um quinto de sua força aérea, e a maior parte de sua frota do Pacífico, além das tropas 15 países satélites seus e das tropas fantoches sul-coreanas, fora o esbanjamento de mais de 73 milhões de toneladas de materiais de guerra.


A artimanha da “nova ofensiva” de Eisenhower foi, na realidade, uma réplica do chamado “plano de retaliação” de MacArthur, que havia sonhado de forma selvagem de estender a guerra agressiva ao continente.


Os Estados Unidos trouxeram para a Guerra da Coreia uma imensa força armada, sem precedentes na história das guerras, e imensas quantidades de equipamentos técnicos de última geração, que excedia de longe aqueles enviados à Ásia, África e América Latina durante a Segunda Guerra Mundial. Este foi um caso sem precedentes na história das guerras.


Os imperialistas ianques mobilizaram, para a Guerra da Coreia, as 24ª, 25ª e 2ª Divisões, o 1º Corpo de Fuzileiros Navais, a 1ª Divisão de Cavalaria, e a 7ª, 5ª, 3ª, 40ª, 45ª e 9ª Divisões, além de outras divisões “especiais” que receberam equipamentos técnicos atualizados, “honradas” por supostas “vitórias” em numerosas guerras de agressão ultramar. Em uma tentativa de condução da Guerra da Coreia sob formato “relâmpago”, enviaram ao front coreano figuras como MacArthur, Ridgway, Clark, Walker, Van Fleet, Dean, Moore, Gay, Keiser, Smith e outros notórios generais homicidas que prestaram “inestimáveis serviços” em muitas guerras de agressão ultramar, “desenvolvendo” suas táticas de agressão e massacre. Demonstrando sua superioridade militar e técnica baseada em seus poderosos potenciais militares e econômicos, os imperialistas ianques fizeram, ao todo, 1,05 milhões de ataques na metade norte da Coreia, se levarmos em conta seus bárbaros bombardeios. Conforme os fantoches sul-coreanos admitiram, porém, “não havia quantidade de ataques aéreos possível que pudesse bloquear os serviços de abastecimento do inimigo para o front, ou destruir suas posições no front”.


Os imperialistas estadunidenses cometeram um grave erro de cálculo. Fracassaram em estimar a invencível força do heroico povo coreano e do Exército Popular que se encontrava sob a sábia liderança do grande líder revolucionário camarada Kim Il Sung, comandante vitorioso, de aço, e abençoado estrategista militar; as verdadeiras vantagens da democracia popular; e a unidade político-ideológica do povo coreano, que estava firmemente mobilizado em torno do grande líder. Fracassaram em enxergar uma dura verdade segundo a qual não há força que possa derrotar um povo que se tornou mestre de seu país e exerça seus direitos soberanos.


Os imperialistas estadunidenses enfrentaram derrotas militares seguidas desde os primeiros dias da guerra, o que marcou o início da implosão do mito acerca de seu “poderio”.


Um comentarista do jornal Observer apontou que a Guerra da Coreia mostrou “como as poderosas forças armadas americanas levaram cabo uma guerra sem perspectivas, mas árdua, e como as tropas da Coreia do Norte, o país menor, repeliu as tropas americanas e jogou-as no mar”. Em seu editorial, o periódico britânico Economist satirizou a vibrante derrota estadunidense: “A Ásia e a Europa não esquecerão a cena na qual exércitos bem armados e tecnicamente bem equipados das potências (EUA e Grã-Bretanha), com ple­no comando aéreo e naval, foram depenadas por tropas de infantaria fracamente armadas”.


Já no período inicial da guerra, a 24ª Divisão do exército imperialista estadunidense de agressão, gabando-se de ser uma “divisão invencível”, foi aniquilada pelo contra-ataque imediato do Exército Popular da Coreia, e durante os primeiros seis meses que abarcaram até a segunda campanha da terceira etapa da guerra, a 25ª Divisão, a 2ª Divisão, a 1ª Divisão de Cavalaria, o 1º Corpo de Fuzileiros Navais e muitas outras divisões de “elite” foram varridos. Até mesmo a imprensa marrom dos imperialistas ianques não pôde senão admitir a derrota dos EUA ao comentar: “Os Estados Unidos e seus aliados estão atravessando uma grande calamidade. As Forças da ONU foram despedaçadas pelo exército comunistas, e as tropas ianques estão batendo em uma retirada decisiva. (...) Foi a pior derrota já sofrida pelos EUA”.


Desde o início da guerra, os imperialistas levaram a cabo suas operações com uma superioridade numérica e técnica absoluta sobre o Exército Popular da Coreia, mas todas elas terminaram com uma derrota humilhante.


A “Ofensiva Geral de Natal” de 1950, tão alardeada por eles, foi esmagada de um dia para outro, e terminou com uma vergonhosa derrota que resultou no “recuo geral de dezembro”. As “ofensivas de verão e outono” em 1951 foram demolidas com baixas de mais de 150 mil efetivos e perdas de uma grande quantidade de equipamentos de combate. E o plano de Eisenhower para uma “nova ofensiva”, posto em ação entre o final de 1952 e o início de 1953, sofreu também derrotas diante da heroica luta dos soldados do EPC e do povo coreano, que se levantavam. Nem operações de “terra arrasada” e “estrangulamento”, conduzidas com base em uma alardeada “supremacia aérea”, nem as bárbaras operações de “assassinato”, puderam colocar o povo coreano de joelhos e “estrangular” o front e a retaguarda.


O que esperava os belicosos generais que, com as suas numerosas divisões, se dirigiram ao front coreano, não eram a “vitória” e “honra”, mas derrotas, vergonha e morte. MacArthur, que sofrera uma derrota após a outra na Guerra da Coreia, foi demitido, rotulado como “general derrotado”. Walker, Comandante do 8º Exército, foi morto em um ataque do Exército Popular. Moore, Comandante do Corpo do 9º Exército, Green, comandante de tropas australianas e outros, morreram como cachorros. Dean, Comandante da 24ª Divisão, que cercou o “Invencível Exército do Imperador” em uma operação para recapturar as Filipinas durante a Guerra do Pacífico, e que ficara conhecido como líder da “Divisão Invencível”, foi pego enquanto tentava escapar em um uniforme de soldado durante a batalha em Taejon. Smith, Comandante do Primeiro Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, que foi por mui­to tempo um notório “estrangulador do movimento de libertação nacional”, e chamado de “elite do Corpo de Fuzileiros Navais”, perdeu a esmagadora maioria de seus soldados na Guerra da Coreia, e passou a ser conhecido como “general da cova”. Keiser, comandante da Segunda Divisão, que vocifera­va que sua divisão, “mesmo sendo a Segunda, nunca chega em segundo”, abandonou seus soldados. Frustradas as “ofensivas de verão e outono”, Ridgway e Van Fleet não puderam escapar da pecha de “generais derrotados”. E Clark, que “ganhou o eterno rótulo de ter sido o primeiro comandante do Exército dos Estados Unidos a assinar um acordo de armistício sem vitória”, teve o mesmo destino que os generais belicistas mencionados.


Os imperialistas ianques amargaram graves perdas humanas e materiais no front coreano, durante os três anos de guerra: 1.567.128 soldados, incluso 405.498 soldados estadunidenses, 1.130.395 tropas fantoches sul-coreanas, e 30.665 soldados de seus países satélites foram mortos, feridos ou capturados; 12.224 aviões, incluindo a “fortaleza aérea B-29” foram derrubados, danificados ou capturados; 7.695 armas, 3.255 tanques e carros blindados foram perdidos; e 564 navios de guerra e embarcações, incluindo o cruzador Baltimore e o navio almirante da 7ª Esquadra, Missouri, foram afundados ou danificados. As perdas sofridas pelos imperialistas ianques foram 2,3 vezes maiores do que aquelas sofridas durante quatro anos da Guerra do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. Foi uma derrota terrível e uma derrota militar sem precedentes na história das guerras dos Estados Unidos.


A vergonhosa derrota militar sofrida pelos agressores ianques durante a Guerra da Coreia comprovou a bancarrota completa do mito de sua “superioridade” construída sobre a superioridade militar e técnica.


A Guerra da Coreia erodiu o mito de que a bomba atômica decide o curso da guerra.

Lilienthal, ex-presidente da Comissão Atômica dos Estados Unidos, disse: “Muito embora seja poderosa, a bomba a­tômica não é absoluta nem decisiva. Até mesmo seu uso não aliviará dos Estados Unidos um trabalho tão duro como o aumento do seu poderio terrestre, aéreo ou naval. Sob qualquer aspecto, a bomba atômica não é uma arma onipotente”. O maníaco de guerra estadunidense, Taft, comentou deploravelmente: “Devemos ter em mente que, do ponto de vista militar, a bomba atômica não é uma arma absolutamente superior, como imaginávamos que fosse”.


Tais comentários mostram que os próprios imperialistas ianques puseram em descrédito o mito da onipotência das armas nucleares. Ademais, agora que os EUA haviam perdido o monopólio nuclear, era completamente ilusório conquistarem seus objetivos mediante a chantagem atômica.


A Guerra da Coreia também erodiu o mito contado pelos círculos mandatários estadunidenses, segundo o qual o bombardeio estratégico, baseado na supremacia aérea, exer­ce influência decisiva no resultado da guerra.


Durante a Guerra da Coreia, o bombardeio estratégico por meio da supremacia aérea provou ser completamente impotente diante da democracia popular.

Clark, outrora Comandante das Forças da ONU, admitiu a completa derrota da supremacia aérea, dizendo: “Nossa força aérea não conseguiu evitar que os abastecimentos e reforços inimigos chegassem ao front. Quer dizer, fracassou em ‘isolar’ o front. Isto tornou a guerra uma guerra entre soldados de infantaria”. A declaração de Clark atestou o fato de que a Guerra da Coreia quebrou a ilusão sobre a “política da primazia da força aérea” dos imperialistas estadunidenses e os bombardeios estratégicos.


Contando com a “supremacia aérea”, os imperialistas ianques reduziram a pó as cidades e aldeias coreanas, destruíram estradas e pontes, mas não lograram impedir a luta do povo coreano pela produção em período de guerra e pela assistência ao front, nem puderam derrubar o espírito de luta do povo coreano, que defendia vigorosamente a democracia popular contra a invasão do inimigo. O povo coreano, firmemente unificado em torno do Presidente, manteve a produção de período de guerra, desafiando inesperados bombardeios incessantes do inimigo, e consertou estradas e pontes destruídas, durante a noite, para assegurar o abastecimento ininterrupto do front.


A derrota militar sofrida pelos imperialistas estadunidenses durante a guerra da Coreia provou que a “superioridade militar e técnica” era absolutamente insignificante diante do poderoso exército revolucionário. Mesmo os governantes estadunidenses não puderam deixar de admitir: “Os soldados e oficiais estadunidenses se deram conta de que a superioridade dos armamentos não é garantia da vitória”.


Conforme admitira o próprio Bradley, os imperialistas estadunidenses travaram “a guerra errada no lugar errado, na hora errada e contra o inimigo errado”.


A derrota militar sofrida pelos imperialistas ianques na Guerra da Coreia achincalhou o mito de seu “poderio”, e revelou por completo sua vulnerabilidade, trazendo então o começo de sua decadência.


2) A derrota político-moral dos imperialistas estaduni­denses durante a Guerra da Coreia


O imperialismo estadunidense sofreu uma séria derrota na Guerra da Coreia, não só militarmente, como também política e moralmente. A derrota político-moral do exército estadunidense durante a Guerra da Coreia foi um dos fatores importantes que determinou o colapso total do mito sobre o “poderio” do imperialismo dos Estados Unidos.


Como se sabe, após a Segunda Guerra Mundial, os imperialistas ianques, sob disfarce de “libertador” e “apoiador”, espalharam a “adoração à América” em nações pequenas e fracas e em países coloniais e dependentes na Ásia, na África e na América Latina, e criaram a ilusão de seu “poderio”. Em particular, orgulhando-se de serem uma “nação civilizada”, glorificando a “Deusa da Liberdade”, posaram de “defensores da liberdade, democracia e humanismo”, propagandearam ruidosamente a “civilização” ao estilo americano e se comportaram como um “apóstolo” da paz, “pregando” paz para a submissão servil.


Mas a Guerra da Coreia desnudou completamente sua hipocrisia e natureza reacionária.

A Guerra da Coreia deixou completa e claramente exposta diante da humanidade a verdadeira natureza dos imperialistas ianques enquanto encarnação da brutalidade, crueldade e calculismo. Durante a guerra, utilizaram armas de destruição em massa deliberadamente, incluindo armas bacteriológicas, cujo uso já havia sido banido por lei internacional, e fizeram bombardeios indiscriminados na frente e na retaguarda, reduzindo a Coreia a cinzas e trucidando em massa civis pacíficos.


Todo o curso da Guerra da Coreia mostrou claramente que o imperialismo norte-americano não era senão o mais vil incendiário de guerra, inimigo vulgar da paz e da democracia, estrangulador desavergonhado da liberdade e da independência nacional, sedento por sangue.


Como o resultado da sua derrota político e moral na Guer­ra da Coreia, os imperialistas norte-americanos estavam completamente isolados dos povos do mundo.


Por meio da Guerra da Coreia, o público mundial veio a conhecer mais claramente a natureza brutal do imperialis­mo ianque, sob disfarce de “nação civilizada”. Deram-se con­ta ainda mais que o imperialismo estadunidense era o inimigo mais hediondo da civilização humana, racista nefasto e estrangulador da justiça, liberdade e independência nacional.


Portanto, jornalistas de vários países do mundo, que experimentaram durante a Segunda Guerra Mundial as atrocidades de Hitler em Varsóvia e Paris, os bombardeios da For­ça Aérea Nazista em Londres, a selvageria perpetrada pelo imperialismo ianque em Hiroshima e as atrocidades cometidas pelo “Exército Imperial” na China sob ocupação do imperialismo japonês, condenaram por unanimidade o imperialismo estadunidense por suas atrocidades na Coreia, que eram “sem precedentes em outros países na história mundial”.


Em particular, todas as atrocidades cometidas na Coreia pelos belicistas ianques despertaram a indignação e a ira de todo o povo coreano e dos povos honestos do mundo.


Os povos progressistas do mundo lançaram diversas e variadas formas de campanhas anti-ianque e antiguerra. Opunham-se aos imperialistas ianques, que travavam uma guerra injusta na Coreia. Em todas as partes do mundo, levantaram a voz de indignação, exigindo: “Imperialismo estadunidense, tire suas mãos sujas de sangue da Coreia!”

Dado que o mito do “poderio” do imperialismo ianque erodiu e sua vulnerabilidade foi totalmente revelada ao mun­do como resultado de sua derrota político-moral na Guerra da Coreia, a luta anti-imperialista e nacional-libertadora dos povos oprimidos do mundo, que queriam seguir o caminho da independência, repelindo “ilusões” sobre os Estados Unidos, entrou em uma nova etapa de desenvolvimento.


A derrota humilhante do imperialismo estadunidense na Guerra da Coreia acabou com a época em que o imperialismo era capaz de perseguir e subjugar a revolução, dominando os povos como quisesse. A Guerra da Coreia provou a verdade segundo a qual se o povo de um país pequeno se levanta na luta pela liberdade, independência e progresso, pode destruir qualquer fortaleza do imperialismo.


O Presidente Kim Il Sung, pela primeira vez na história, trouxe a derrota aos imperialistas ianques, que se vangloriavam de ser os “mais fortes” do mundo. Isso levou as centenas de milhões dos povos explorados e oprimidos do mundo a saudar o novo e magnífico período da história mundial.


Tendo a Guerra da Coreia como auge, a luta anti-imperialista e anti-ianque dos povos oprimidos passou a uma no­va etapa. Antes que tenham se curado do grave ferimento sofrido com a Guerra da Coreia, o imperialismo estaduniden­se sofreu um golpe após outro, penetrando ainda mais fundo no abismo da ruína.


Devido à sua dura derrota político-moral na Guerra da Coreia, o imperialismo ianque ficou ainda mais isolado dos seus “aliados” e países satélites.


Desde os primeiros dias da guerra, imperialistas ianques manobraram para impor o pesado ônus e o grande sacrifício humano de sua guerra de agressão sobre seus “aliados” e países satélites. Mas à medida que a guerra se arrastava e suas artimanhas para escalá-la se tornavam mais flagrantes, os seus “aliados” e países satélites culpavam-nos por seu desígnio sinistro, e a contradição entre eles aumentava dia após dia. Até mesmo os círculos mandatários reacionários britânicos, que mais ativamente apoiaram a guerra de agressão dos EUA na Coreia, terminaram virando as costas para as artimanhas de escalada de guerra dos últimos. O então presidente dos EUA, Truman, vociferou que entre os Estados-membros da ONU, “42 estavam prestando auxílio às Forças da ONU”. Contudo, na realidade, apenas 15 países enviaram seus soldados mercenários para a Coreia. A maioria dos países asiáticos e árabes recusou a demanda dos Estados Unidos pelo envio de tropas. Seus Estados satélites fizeram pouco caso à demanda estadunidense pelo reforço das tropas. O periódico US News and World Report escreveu: “Na Inglaterra, há um forte sentimento contra a sua participação na Guerra da Coreia. Segundo os ingleses, A guerra está sendo levada a cabo pelos interesses dos Estados Unidos e pelo estilo de vida americano, como ironicamente disseram. Os ingleses não querem nem isso nem aquilo”. O Economist: “Parece que a atual política estadunidense assume forma imperativa. Sem que sejam obedecidos de uma só vez, se ofendem. Somos amigos próximos dos Estados Unidos. Porém, é uma pena que a fé do povo inglês na capacidade de liderança dos Estados Unidos sobre o mundo livre esteja abalada”. Este foi um reflexo da contradição britânico-americana sobre a Guerra da Coreia.


Em seu diário, o tenente M. Hwarie, um mercenário francês, enviado para o front coreano, escreveu: “(...0 Os soldados franceses na Coreia são utilizados como mulas. Todos, com exceção dos estadunidenses, que brincam em cima de nossas costas, assumem o pior ônus das ferozes batalhas na Coreia”. Assim, deplorando seu miserável papel como mercenário, amaldiçoou os imperialistas estadunidenses, que se comportavam como mestres.


O oficial não-comissionado D. B. Himenes, que pertencia ao 10º Batalhão das tropas mercenárias filipinas, atacou a Guerra da Coreia provocada pelos belicistas do imperialismo ianque, dizendo: “Os estadunidenses estão maltratando as Filipinas. Consideram-nos pessoas de segundo classe. (...) Não há um soldado filipino que não amaldiçoe a guerra iniciada pelos americanos”.


Com a expansão da Guerra da Coreia, houve um aumento acentuado da quantidade de desertores de tropas estadunidenses, de seus países satélites e do regime fantoche. De acordo com números oficiais, em 1952, o número de desertores do exército dos EUA a caminho do front coreano foi cinco vezes maior que nos primeiros meses de guerra. Somente entre junho de 1950 e o final de 1952, o número de desertores das tropas estadunidenses, excluindo as forças navais e aéreas, alcançou mais de 46 mil. Segundo anúncio feito em dezembro de 1952 por Lien, chefe do “GCMEU”, entre 30% e 40% dos jovens sul-coreanos que receberam ordens de recrutamento evadiram o plano, e o número de desertores do exército fantoche totalizou 200 mil. Este é apenas um aspecto que explica a natureza injusta da Guerra da Coreia travada pe­lo imperialismo norte-americano.


Embora os imperialistas ianques tenham arrastado as tropas de seus países satélites para a Guerra da Coreia, eles próprios tiveram de conduzir, no final das contas, 90% de todas operações militares sob o letreiro das “Forças da ONU”. Isso frustrou seu plano original para manter a Guerra da Coreia com as tropas mercenárias de seus países satélites.

A esmagadora derrota na Guerra da Coreia provocou uma séria crise na estratégia militar e nas políticas diplomáticas dos círculos governantes estadunidenses, gerando conflitos coletivos e rupturas nunca vistas. Tendo sofrido uma derrota ignominiosa na Guerra da Coreia, os defensores do “poderio aéreo” e da “força terrestre” no seio dos círculos governantes reacionários do imperialismo ianque se dividiram em dois grupos – um a favor da “guerra imediata”, que exigia uma expansão imediata da Guerra da Coreia, e outro, defensor da “guerra posterior” que insistia na expansão da Guerra da Coreia após um melhor armamento da Europa. Eles atacaram e censuraram uns aos outros, cada qual afirmando que as suas próprias estratégias e táticas eram as melhores para a invasão da Coreia, China e União Soviética. Exemplo de tais contradições foi uma briga de cão entre os dois grupos nas “audiências públicas” de dois meses no Senado dos Estados Unidos, em meados de 1951.


Como pode ser visto, devido à sua derrota político-moral na Guerra da Coreia, os imperialistas ianques foram isolados dos seus “aliados”, para não falar do público mundial, e caíram assim em uma situação ainda mais agravada.


Os imperialistas ianques, que se gabavam de serem os “mais fortes” do mundo, sofreriam na Coreia, pela primeira vez, uma séria derrota militar e político-moral em sua história de mais de cem anos de agressões manchadas de sangue, e se encontraram em decadência. O povo coreano, ao contrário, desenvolveu-se como um povo heroico ao derrotar o imperialismo estadunidense pela primeira vez no mundo. Não só defenderam firmemente a República Popular Democrática da Coreia, sua gloriosa pátria, como também salvaguardaram a segurança dos países socialistas e da paz mundial.

A grande vitória do povo coreano na Guerra da Libertação da Pátria foi uma brilhante vitória da estratégia militar revolucionária Juche do Presidente Kim Il Sung, brilhante comandante e estrategista militar talentoso que acumulou rica experiência na árdua e prolongada luta revolucionária antijaponesa, e combinou uma grande ideia revolucionária com uma excelente capacidade de liderança e brilhante arte militar. Foi a grande vitória da superioridade político-moral do povo coreano sobre a supremacia técnico-militar dos EUA.


Excerto da obra "Os imperialistas dos Estados Unidos iniciaram a Guerra da Coreia", de Ho Jong Ho, Kang Sok Hui e Pak Thae Ho, editado pelo selo Edições Nova Cultura em 2020.




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