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Pomar: "Stalin, Artífice da Vitoria sobre o Fascismo"


Ao completar 70 anos, Stalin é alvo das maiores homenagens de todos os povos do mundo, como um verdadeiro libertador, como o grande artífice da vitória contra o fascismo. Antes de a gloriosa União Soviética ter sido atacada traiçoeiramente pelos fascistas, já a humanidade progressista e avançada colocava suas esperanças de salvação no país do socialismo vitorioso e sobre seus líderes, particularmente sobre o grande Stalin.

Não obstante a maioria do povo brasileiro ter vivido na ignorância sobre as realizações da União Soviética e o esforço desempenhado pelos seus geniais dirigentes, em virtude da opressão em que se achava (e ainda se acha) submetido, seu sentimento de justiça e de amor à liberdade, suas aspirações a um mundo livre da exploração imperialista e seu ódio ao fascismo manifestaram-se ainda mais fortemente quando a União Soviética foi agredida covardemente pelas hordas hitleristas. As grandes massas do povo brasileiro, ontem como hoje, sabiam e sabem por que os seus opressores tanto temem e caluniam, intrigam e forjam gueixas contra a pátria dos trabalhadores. Ainda mais: nosso povo, como todos os povos, compreende cada vez melhor o porquê da campanha de mentiras e de ódios, que o campo imperialista e da guerra e seus lacaios promovem contra o camarada Stalin. É porque o grande Stalin é o firme timoneiro da humanidade na luta pela paz e pelo esmagamento dos provocadores de guerra.

A Dura Prova da Guerra

A Grande Guerra dos povos contra o fascismo, a vitória histórica da União Soviética nessa guerra, todos os acontecimentos que a ela estão ligados, só fizeram ressaltar a gigantesca figura do condutor das forças do campo da democracia e da paz e confirmar as esperanças dos povos em Stalin.

Fazendo o balanço dos resultados da guerra, em 9 de fevereiro de 1946, o camarada Stalin animava que seria injusto pensar que a segunda guerra mundial surgiu casualmente ou como resultado dos erros deste ou daquele estadista, embora admitindo que houvesse erros. E acrescentava:

"Na realidade a guerra surgiu como resultado inevitável do desenvolvimento das forças econômicas e políticas mundiais baseadas no capitalismo monopolista". "Mas a guerra não foi apenas maldição. Foi ao mesmo tempo uma grande escola de prova e verificação de todas as forças do povo. A guerra pôs a nu todos os fatos e acontecimentos tanto na retaguarda como na linha de frente, arrancou implacavelmente todos os véus (mascaras que ocultavam a fisionomia real dos estados, governos e partidos e os colocou no palco, de face a descoberto, sem maquilagens, com os seus defeitos e virtudes".

Assim, na dura prova da guerra, foi que o camarada Stalin pode mostrar toda a altura do seu gênio revolucionário, de líder vitorioso da luta contra o fascismo. Sábio dirigente político, mestre da ciência militar soviética, o camarada Stalin é a expressão da verdade marxista-leninista de que a estratégia militar e a estratégia política têm o mesmo fundamento, o mesmo caráter. A estratégia stalinista, o seu plano de liquidação do inimigo, foi coroado do mais completo êxito.

Naturalmente, a realização de tão gigantesca empresa não dependeu somente daquilo que tiveram de fazer o povo soviético e seu guia, no curso da própria guerra. A vitória foi fruto da capacidade de previsão, do trabalho persistente de vários anos, da fidelidade aos princípios leninistas e ao Partido e da capacidade de sacrifícios de um povo quando luta por uma causa justa.

Toda a força do regime proletário e socialista, a capacidade dirigente e organizadora do Partido de Lenin e Stalin, as qualidades do povo soviético e do seu Exército e o caráter e a sabedoria dos seus líderes, foram a viga mestra da vitória alcançada. Os líderes soviéticos, com Lenin e Stalin à frente, fundaram o primeiro Estado de operários e camponeses do mundo, defenderam-no na guerra civil e dos assaltos dos bandos imperialistas. Edificaram o regime socialista, onde a exploração do homem pelo homem está abolida para sempre, tendo uma indústria de primeira ordem, uma agricultura coletivizada e homens capazes e dedicados que o levam pela senda do comunismo. Fortaleceram a sólida amizade das nacionalidades que compõem a URSS, assim como a unidade indestrutível dos operários, camponeses e intelectuais soviéticos. Organizaram o Exército Soviético, libertador de povos, educado no espírito do internacionalismo proletário, de fraternidade dos povos e de manutenção e defesa da paz mundial.

A União Soviética se transformara, portanto, numa grande potência, em uma força econômica, política e militar de primeiro plano, num dos Estados mais poderosos da terra. Foi assim que a guerra encontrou a União Soviética, foi com esse regime avançado que o camarada Stalin conduziu os povos para a vitória e dessa forma, tornou-se o líder amado de milhões e milhões de seres humanos que lutam pela independência nacional dos seus países e pela paz em todo o mundo.

A Luta Contra a Guerra e a Agressão Fascista

Mas de que forma o camarada Stalin orientou a política da União Soviética para conter o fascismo, impedir a guerra e esmagar seus fautores?

A política da União Soviética, dirigida pelo camarada Stalin, foi orientada para a luta contra o fascismo e o que ele representava, para a denúncia do perigo de guerra e da agressão, para a luta contra as bases sociais que engendram o fascismo e a guerra, para a frente única dos povos como meio capaz de derrotar os imperialistas fascistas. O fascismo era uma ameaça à paz, um sintoma de debilidade do capitalismo para governar pelo antigo método do parlamentarismo e da democracia burguesa. Em política interior era a repressão e o terrorismo mais brutal como forma de governo da burguesia, e em política exterior era a preparação de guerra, o expansionismo imperialista mais rapace, sob a máscara do nacionalismo. Toda guerra iniciada pelos agressores constitui um perigo para os países amantes da paz. Tal era a análise do camarada Stalin sobre o caráter do fascismo, tais eram os seus ensinamentos, profundos e plenos de atualidade.

A crise econômica de 1929 a 1932 havia abalado o mundo capitalista e originara febris preparativos de guerra numa série de países capitalistas, especialmente na Alemanha, onde Hitler havia chegado ao poder em 1933. A Manchúria e a China, a Abissínia e a Espanha, a Áustria e a Tchecoslováquia, iam sendo tragadas, uma a uma, na voragem da agressão. Os agentes fascistas tornavam-se cada vez mais audaciosos. Suas provocações se multiplicavam, não escondendo seus planos de domínio mundial. A União Soviética tomava medidas cada vez mais enérgicas para sua defesa. Esmagou a conspiração trotsquista—bukarinista que, a serviço dos fascistas alemães e japoneses, pretendia desmembrá-la. Obrigou os imperialistas japoneses a morderem o pó da derrota e a recuarem, quando quiseram invadir as fronteiras soviéticas em 1938 e 1939. E propunha a frente única dos povos para resistir aos fascistas, pactos e acordos capazes de defender a segurança e a paz para os povos, sua independência e integridade. Assim, a União Soviética empregou todos os esforços para evitar que os fascistas entendessem a agressão e fizessem uma guerra destruidora e sangrenta como resultou ser a segunda guerra mundial.

Mas apesar disso, da firmeza da política stalinista e dos anseios de paz dos povos, sob a capa do anti-comunismo e do anti-sovietismo, as potências fascistas agressoras prosseguiam no seu criminoso caminho de envolver a humanidade no incêndio da guerra. Isto acontecia não porque a Alemanha, o Japão e a Itália fossem mais fortes que a Inglaterra, a França e os Estados Unidos, sem falar na União Soviética. O camarada Stalin explicava que a agressão continuava pela ausência de uma frente única dos estados "democráticos" contra as potências fascistas. Com medo do povo, esses estados empurravam na prática as potências fascistas para novas agressões, particularmente para o ataque contra a União Soviética.

Por isso o camarada Stalin definiu genialmente a política da União Soviética, nesse período, de forma a desmascarar os agressores e os que faziam o seu jogo e ao mesmo tempo demonstrando que o país do socialismo defenderia de qualquer maneira a causa da paz. Afirmava então Stalin:

"Não tememos ameaças e estamos preparados para responder aos provocadores de guerra, golpe por golpe. Aqueles que desejam a paz e buscam relações comerciais conosco, terão sempre nosso apoio. Mas aqueles que tentarem atacar nosso país receberão uma esmagadora resposta que há de ensiná-los a não meter seu focinho de porco no nosso jardim soviético".

Além do mais, o camarada Stalin advertia que o perigoso jogo político realizado pelos adeptos da "não intervenção" podia terminar num sério fracasso para eles.

Essa posição infundia nos antifascistas de todo o mundo a certeza de que a URSS era a mais consequente lutadora contra o fascismo e a guerra. Estimulados por ela, as grandes massas que lutavam para derrotar o fascismo, compreendiam que na pessoa de Stalin possuíam um guia seguro e de que a vitória, sob sua direção, seria infalível.

Preparativos para a Defesa da Pátria

Acompanhando com toda a atenção o desenvolvimento da situação internacional e da guerra e seguindo uma política de paz, firme e justa, vendo o perigo crescer contra as fronteiras da Pátria socialista, o governo soviético, tendo à frente o camarada Stalin, repelia a agressão dos governantes reacionários da Finlândia e conclui a com esse país um acordo garantindo a defesa da terra soviética, de uma cidade tão importante como Leningrado. Quase ao mesmo tempo fez voltar pacificamente ao seio dos povos soviéticos os povos ucraniano, bielo-russo, letão, estoniano, lituano e moldávio, que haviam sido arrancados à força da União Soviética pelos intervencionistas estrangeiros depois da primeira guerra mundial. Desse modo, a União Soviética fortalecia-se e alargava as barreiras contra as quais iriam quebrar-se as hordas de Hitler.

Os povos do mundo podiam ver e comprovar a sabedoria política, do grande estadista soviético, do dirigente de novo tipo, que esclarecia e mobilizava as massas contra a guerra imperialista e pela liquidação do fascismo e que não mantinha ilusões sobre o fascismo.

Mas não daríamos uma idéia sequer longínqua da grandiosa importância da tarefa que coube ao camarada Stalin realizar sem recordar pelo menos sucintamente a situação política e militar que precedeu a felonia da Alemanha contra a URSS. O Eixo fascista estava em pleno apogeu. A Europa achava-se praticamente sob o tacão de Hitler. Com exceção da Inglaterra, que se mantinha em guerra contra a Alemanha, as outras nações ou haviam caído sob o seu peso ou mantinham uma neutralidade do seu interesse ou uma posição de apoio efetivo aos fascistas alemães. Os hitleristas jactavam-se de que o mundo pertenceria à raça de senhores que eram os alemães arianos. O pânico apoderava-se de certas forças chamadas democráticas que assim serviam melhor aos desígnios dos novos conquistadores. Criara-se o mito da invencibilidade dos exércitos fascistas germânicos que efetuaram quase um passeio pela Europa, graças à traição dos governos da burguesia, que preferiam vender a pátria a permitir a sua defesa pelas forças do proletariado e das massas populares dirigidas pelos comunistas. A máquina militar alemã, com a experiência de dois anos e uma mobilização completa para a guerra, com a indústria da Europa continental à sua disposição, com um poderio jamais visto, com vitórias relâmpagos sobre exércitos tão tradicionais como o da França, pretendia também levar a cabo sua "Blitzkrieg" contra a União Soviética no prazo de 6 semanas.

A 22 de junho de 1941, Hitler desfechou o ataque de surpresa contra a pátria do socialismo, com 170 divisões aguerridas. O exército alemão e as forças dos seus satélites queriam obrigar o povo soviético a render-se rapidamente. Todas as nações amantes da liberdade, todos os povos oprimidos pelo fascismo, todos os trabalhadores do mundo que odeiam o fascismo colocaram imediatamente suas esperanças na pátria socialista. Todos podíamos compreender que se jogava naqueles instantes a sorte do socialismo e com ela a de toda a humanidade avançada. E qual era a resposta do camarada Stalin, como falava ele a seu glorioso povo e aos povos do mundo?

O camarada Stalin dizia profeticamente:

"A guerra contra a Alemanha fascista não deve considerar-se uma guerra corrente. Não é somente uma guerra entre dois exércitos. É ao mesmo tempo a grande guerra de todo o povo soviético contra as tropas fascistas alemãs. Nossa guerra pela liberdade da Pátria se fundirá com a luta dos povos da Europa e da América por sua independência e pelas liberdades democráticas. Será uma frente unida dos povos que lutam pela liberdade e contra o subjugamento e a ameaça de subjugamento pelos exércitos fascistas de Hitler".

Desde o seu início a segunda guerra mundial tomara a fisionomia de uma guerra dos povos contra o fascismo, pela independência e pela liberdade dos povos. A participação da União Soviética nessa guerra só podia acentuar seu caráter libertador. Os hitleristas não passavam dos mais ferozes e cruéis imperialistas já conhecidos pela humanidade, um bando de assassinos que sob as ordens dos barões feudais e grandes capitalistas alemães queriam avassalar o mundo e impor aos povos uma ideologia racista e antidemocrática, hedionda e bárbara. Os hitleristas faziam uma guerra de extermínio contra povos e nações que não pertenciam à raça alemã e que se opunham aos seus desígnios miseráveis.

O traiçoeiro ataque dos fascistas deu-lhes vantagens iniciais. A despeito de perdas imensas ocasionadas pela resistência do Exército e do povo soviético, lograram avançar para o interior do território da URSS. O camarada Stalin jamais duvidou da vitória e chamou o povo soviético a formar guerrilhas, a lutar até a morte contra os bárbaros invasores alemães. Demonstrando que a história nunca, em tempo algum, havia registrado a existência de exércitos invencíveis, o camarada Stalin sabia o quanto havia de falso e de aventureiro nos planos alemães, pois distanciava seus exércitos de suas bases e levava-os a lutar em um país cujo povo havia se erguido para defender sua pátria. Ridicularizava ao mesmo tempo os intelectuais pequeno-burgueses assustados e os cabecilhas fascistas, afirmando que o leão não é tão feroz como o pintam, que Hitler se parecia a Napoleão como o gato a um leão. O camarada Stalin infundia dessa maneira confiança aos combatentes do heroico exército soviético, que tinha sobre seus ombros a tarefa histórica e sagrada de sepultar as jactanciosas pretensões de Hitler e dos imperialistas alemães.

A Superioridade do Exército Soviético

O fortalecimento e a consolidação da unidade, da coalizão antifascista, eram preocupações centrais do camarada Stalin. Não se cansava de mostrar, pelo desenvolvimento da própria guerra, que os recursos e as vantagens políticas das Nações Unidas, recém-organizadas, eram superiores aos do hitlerismo. As diferenças do sistema não impediam, como de fato não impediram, que elas, colaborassem para a derrota militar do Eixo fascista e que a justa e correta utilização desses recursos e vantagens indispensáveis para esse esmagamento, também seriam, no seu entender, realizadas com êxito pelos demais dirigentes da coalizão na luta pela libertação dos povos da tirania germano-fascista.

O camarada Stalin observava que os hitleristas fundamentavam os seus cálculos para derrotar a União Soviética em tempo recorde, em três condições.

A primeira era isolar a União Soviética, formar uma união da Alemanha, dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. Esperavam, para isso, amedrontar mais uma vez os círculos governantes dessas potências com o fantasma da revolução, do bolchevismo. Para concluir esse plano Hitler enviou o seu lugar tenente Hess a Londres, de paraquedas. Mas essa tentativa falhou redondamente, porque a União Soviética encontrou aliados cada vez mais firmes nos povos da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos.

A segunda condição sobre a qual baseava suas pretensões o sanguinário tirano nazista era a suposta falta de solidez da retaguarda soviética, que, segundo os velhos inimigos da URSS, os raivosos agentes do imperialismo de todos os tempos, viria a baixo, com qualquer golpe sério ou revés infringido ao exército soviético. O camarada Stalin responde que tais golpes, longe de terem conseguido a ruptura da retaguarda soviética, converteram-se num sólido campo armado, consolidaram ainda mais a amizade dos operários e camponeses da URSS e de toda a família dos povos soviéticos, que apoiavam, apoiam e apoiarão de forma inabalável as forças armadas defensoras da pátria socialista.

A terceira fonte de especulação da estratégia hitlerista residia na falsa lenda de que o Exército Vermelho e a Marinha Vermelha eram débeis, e que seriam postos em fuga e dispersados logo aos primeiros ataques e golpes dos invasores fascistas. Mas ficou provado que isso não passava de um sonho dos inebriados chefetes fascistas. Forjado pela Revolução de Outubro, organizado por Lenin e Stalin, destinado a defender as conquistas da revolução e a pátria dos trabalhadores, o exército soviético possuía uma tempera especial, engendrada pela ideia da defesa da Pátria e de libertação dos povos oprimidos, coisa que não conhecia nem podia conhecer o exército fascista, criado para oprimir, pilhar e saquear seu próprio povo e os demais povos.

Apesar de ter de enfrentar tal exército, as forças armadas soviéticas revelaram a capacidade de combate, dos seus soldados e comandantes, seu heroísmo, a supremacia, de suas armas, a alta classe da estratégia stalinista. Aos brados de "Por Stalin!" "Pela Pátria!", os soldados soviéticos cobriam de glória a história de seu povo.