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"O Papel Social da Arte Progressista"


Sabe-se que o leninismo assimilou todas as melhores tradições dos revolucionários democratas russos do século XIX e que nossa cultura soviética nasceu, se desenvolveu e desabrochou graças à sua herança cultural do passado, sujeita à uma crítica aprofundada. No domínio da literatura nosso Partido reconheceu, mais uma vez, através das palavras de Lenin e Stalin, o importantíssimo papel dos grandes escritores e críticos revolucionários democratas – Belinski, Dobrolubov, Tchernychevsky, Saltykov-Tchedrin, Plekhanov. Começando por Belinski, todos os melhores representantes da intelectualidade revolucionária democrata não reconheciam a suposta “arte pura”, “arte pela arte”, e preconizavam a arte para o povo, sua alta significação ideológica e social. A arte não pode se afastar do destino do povo. Lembrai-vos da famosa “Carta a Gogol” de Belinski, em que o grande crítico fustigou apaixonadamente Gogol por se ter tentado trair o povo e passar para o campo do czar. Lenin caracterizou essa carta como uma das melhores produções da imprensa democrática não censurada, tendo conservado um grande alcance literário até o presente. Lembrai-vos dos artigos jornalísticos e literários de Dobrolubov, que mostram com tanta força todo o alcance social da literatura. Toda nossa literatura publicista revolucionário-democrática está impregnada de um ódio mortal pelo regime czarista e saturada do desejo generoso de lutar pelos interesses vitais do povo, pela sua cultura, sua instrução, sua libertação das cadeias do regime czarista. Para os grandes literatos russos, a literatura e a arte são meios de combate e de luta pelos supremos ideais do povo. Tchernychevsky, aquele que, entre todos os socialistas utópicos, mais se aproximou do socialismo científico, e cuja obra, como dizia Lênin, “irradiava o espírito da luta de classes”, ensinava que o objetivo da arte não era só compreender a vida, mas ainda ensinar os homens a apreciar em seu justo valor os diferentes fenômenos sociais. Seu amigo e companheiro de luta mais íntimo, Dobrolubov, acentuava que “a vida não segue as normas literárias, mas a literatura se adapta às tendências da vida”, e preconizava intensivamente os princípios do realismo e do populismo na literatura, julgando que a arte suprema era a realidade, que esta era a fonte da arte e que isso tinha um papel ativo na vida social, formando a consciência social. Segundo Dobrolubov, a literatura deveria servir à sociedade, dar aos povos respostas para as questões atuais mais prementes e manter-se no nível das ideias de sua época. A crítica literária marxista, continuando as grandes tradições de Belinski, Tchernychevsky, Dobrolubov, sempre foi campeã da arte realista e social. Plekhanov muito trabalhou para desmascarar as concepções idealistas e anticientíficas da literatura e da arte para defender os princípios fundamentais de nossos gra