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"Paul Robeson: um exemplo de censura à música revolucionária, que se estende até hoje"



No começo da guerra fria, uma multidão racista atacava o concerto de Paul Robeson, nos arredores de Peekskill, localizado ao norte do Estado de Nova York. Podemos imaginar a agressão como uma imagem da atualidade do racismo nos Estados Unidos.

Robeson já não é a lenda que foi nos anos 40. Era filho de um ex-escravo, que tornou-se pastor, e de uma mãe cujos antepassados eram escravos que haviam se casado com índios de Delaware e com quacres brancos.

Nascido em 1896, cresceu em Nova Jersey e frequentou a Universidade de Rutgers, que no ano passado celebrou o centenário de sua graduação com todas as honras. Robenson havia se destacado em tudo: nos estudos, nos esportes e na música.