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9 de maio: A tempestade das nações oprimidas


Um dos grandes líderes das massas oprimidas dizia uma frase segundo a qual “o terror amedronta as massas, mas um terror ainda maior as liberta”. Pensamos que esta máxima faz mais sentido ainda na presente data em que se comemora os 75 anos da vitória dos povos do mundo sobre o nazifascismo.

O “terror ainda maior” da crise capitalista mundial de 1929 (a maior até então sentida pelo mundo capitalista) e das disputas entre as potências imperialistas ocidentais, de um lado, e as potências fascistas, de outro – causas básicas da eclosão da Segunda Guerra Mundial em 1939 –, colocou em movimento e lançou às guerras de libertação centenas de milhões das nações oprimidas não somente nas regiões já historicamente oprimidas do mundo, Ásia, África e América Latina, mas também no seio da própria Europa e Estados Unidos capitalistas. Estes “povos de cor” (como eram pejorativamente chamados), pretos, amarelos, “peles vermelhas”, latinos, católicos, judeus, muçulmanos, privados dos direitos básicos, sujeitos a toda sorte de massacres, linchamentos e discriminação pelo imperialismo, tidos como pessoas de segunda categoria ou sequer pessoas, iniciaram sua luta mais agressiva para se libertarem, de armas na mão, das correntes coloniais do imperialismo. Se, por um lado, a própria crise capitalista de 1929 gerara duras disputas entre as potências, que golpearam duramente o sistema colonial, por outro, a vitória sobre o fascismo de 9 de maio de 1945 acrescentou o componente mais determinante e popular para dissolver o sistema colonial do imperialismo: o avanço e organização dos movimentos de libertação nacional.

Nos anos imediatos ao fim da Segunda Guerra Mundial e da derrota sobre o fascismo, muitos