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Últimas mortes perpetradas pelo Estado e o paramilitarismo na Colômbia


O Estado antipopular e antidemocrático da Colômbia, encabeçado pelo governo de Iván Duque, segue levando a cabo suas medidas genocidas contra as massas populares no país, mesmo após aproximados três anos da assinatura do chamado “Acordos de Paz” de 2016, onde as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) baixaram as armas e capitularam diante do poder estatal reacionário, convertendo-se em agosto/setembro de 2017 na atual “Força Alternativa Revolucionária do Comum”. Não se pode ter ilusão acerca do papel do Estado numa formação social divida em classes sociais. O vitorioso revolucionário russo Vladimir Lenin, sem ilusões acerca da ordem dominante do capitalismo, já apontava que “[...] enquanto existir propriedade privada, o vosso Estado, ainda que seja uma república democrática, não é mais do que uma máquina nas mãos dos capitalistas para reprimir os operários” [1]. Em outras palavras, o Estado é uma máquina complexa de dominação de classe, do qual uma classe subjuga aos seus interesses todas as outras que compõe a formação social. Com sua medula espinhal, o braço armado, o Estado perseguirá, prenderá e executará todos aqueles que de alguma forma se levantam contra as classes socialmente dominantes, a fim de reproduzir a ordem social vigente. No mais, seguem as informações sobre os últimos assassinatos com motivações políticas na Colômbia, que desde o dia 1 de setembro até o dia 7, somam o total de 9 mortos: No dia 4 de setembro, quarta-feira, a Organização Nacional Indígena da Colômbia (ONIC) denunciou o assassinato de três lideranças indígenas, nos departamentos de Arauca e Cauca. No município de Suarez, em Cauca, duas lideranças Nasa executadas com armas de fogo. No caso do município de Tame, em Arauca, Magdalena Cucubana, liderança indígena do povo Makaguan, de 70 anos de idade, fora decapitada na madrugada do domingo dia primeiro de setembro. A ONIC também informou que desde a assinatura dos “Acordos de Paz” com as FARC-EP em 2016, foram executadas 167 lideranças indígenas, sendo 102 destes mortos durante a gestão do reacionário e atual presidente do país Ivan Duque [2], eleito em agosto de 2018. Sobre a questão da violência contra os povos indígenas, o congressista do Movimento Alternativa Indígena e Social (MAIS) Feliciano Valencia, “denunciou a presença de grupos armados ilegais nos territórios onde ocorrem tais crimes. Além disso, mencionou que outros problemas afetam estas comunidades originárias, entre eles o confinamento e o despejo forçado” [3]. Sexta-feira, dia 6 de setembr