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Mao: "Unidade até o fim"


O terceiro aniversário da Guerra de Resistência contra o Japão e o décimo nono aniversário da fundação do Partido Comunista da China cumprem-se num mesmo momento. Ao celebrar-se hoje o aniversário da Guerra de Resistência, nós, os comunistas, sentimos com intensidade bem particular a nossa responsabilidade. A responsabilidade pelo futuro da nação chinesa, pela sua existência ou subjugação, deve ser assumida por todos os partidos e grupos políticos que resistem ao Japão, bem como pela totalidade do povo, mas nós, os comunistas, entendemos ser sobre nós que recai o mais pesado da responsabilidade. O manifesto sobre a situação atual, publicado pelo Comité Central do nosso Partido, é, na essência, um apelo a resistência e a unidade até ao fim. Nós esperamos vê-lo aprovado pelos exércitos e partidos amigos, bem como por todo o povo chinês. Todos os membros do Partido Comunista devem aplicar com particular consciência a linha política definida nesse manifesto.

Os comunistas precisam de estar todos conscientes de que só resistindo até ao fim se pode permanecer unido até ao fim, e só permanecendo unidos até ao fim se pode resistir até ao fim. Essa a razão por que devem ser duma conduta exemplar, tanto em matéria de resistência como de unidade. O que combatemos é o inimigo, mais os capitulacionistas e os anti-comunistas obstinados; quanto aos restantes elementos, esforçamo-nos seriamente por juntá-los a nós. Aliás, seja onde for, os capitulacionistas e os anti-comunistas obstinados não constituem mais que uma minoria.

Eu fiz uma investigação sobre a composição do pessoal dum dos órgãos do poder local. Entre mil e trezentos membros não havia mais de quarenta a cinquenta anti-comunistas obstinados, ou seja, menos de quatro por cento; todos os outros eram pela unidade, pela resistência. Como é evidente, nós não podemos mostrar-nos tolerantes para com os capitulacionistas e anti-comunistas obstinados, pois isso significaria permitir-lhes a sabotagem da resistência e da unidade. Daí o devermos combater com resolução os capitulacionistas e repelir com firmeza, mas em legítima defesa, os ataques dos