1/10

"Os altruístas úteis: Como as ONGs servem ao capitalismo e ao imperialismo"


Há cerca de 20 anos, em uma conversa com um militante de Bangladesh, o tópico das organizações não-governamentais (ONGs) ou “organizações sem fins-lucrativos”, como são usualmente chamadas, apareceu. Ele disse sem pestanejar: “Odeio ONGs.” A veemência foi surpreendente. ONGs estão longe de serem organizações revolucionárias, é claro, mas seu trabalho parecia ser útil. Deixando as diferenças políticas de lado, parecia dogmático denunciar programas de assistência médica ou contra a fome. Na falta de medidas mais radicais, as ONGs pareciam ter uma função interina importante.

Desde aquela conversa, as ONGs proliferaram por todo o globo. Primeiro aparecendo em países dominados, elas agora também se tornaram parte importante do horizonte político no núcleo imperial. Hoje, as razões para o ódio dos militantes contra as ONGs são claras. As ONGs são destrutivas, tanto em seu trabalho atual quanto em sua exclusão de um futuro alternativo além do presente capitalista.