1/10

Stalin: "A Guerra"


Há dias, o General Kornilov informou ao Soviete Supremo dos Deputados Operários e Soldados de Petrogrado que os alemães estão preparando uma ofensiva contra a Rússia.

Rodzianko e Gutchkov em tal circunstância lançaram uma proclamação ao exército e à população a fim de que se preparem para combater. E a imprensa burguesa lançou um grito de alarma: “A liberdade está em perigo, viva a guerra!”. E além disso, uma parte da democracia revolucionária russa também se associou a esse grito de alarme...

A se dar ouvidos aos alarmistas, poder-se-ia pensar que na Rús­sia foram criadas condições que lembram as de 1792 na França, quando monarcas reacionários da Europa Central e Oriental firmaram uma aliança contra a França Republicana para restaurarem o velho regime.

E se a atual situação internacional da Rússia correspondesse efetivamente à situação da França de 1792, se nos encontrássemos em face de uma particular coalizão de monarcas contrarrevolucionários com o objetivo expresso de restaurar na Rússia o velho regime, não há dúvida de que a social-democracia, tal como o fizeram os revolucionários da França de então, se ergueria como um só homem em defesa da liberdade. Porque é óbvio que a liberdade conquistada com sangue deve ser defendida, de armas na mão, contra todos os golpes contrarrevolucionários, venham de onde vierem.