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Moçambique: "O programa da FRELIMO"


(…) Nas zonas semi-libertadas, um extenso programa de reconstrução nacional está em curso, estruturando as bases do Moçambique desenvolvido e forte de amanhã. Todos estes sucessos foram possíveis devido à direcção correcta da FRELIMO, que soube unir todas as forças patrióticas, Moçambicanas; assegurar a harmonia entre as nossas forças militares e as populações; encorajar as populações a participarem em todas as tarefas de reconstrução nacional, imprimindo um espírito democrático a todos os trabalhos; e captar a simpatia e o apoio dos outros povos e das forças progressistas de todo o Mundo. No II Congresso, que se reuniu em Moçambique livre, na província do Niassa, de 20 a 25 de Julho de 1968, a FRELIMO decidiu adoptar um novo programa, adaptado à nova realidade. Este programa põe uma ênfase mais forte na necessidade da unir todo o povo, na reconstrução nacional e no reforço dos laços com todas as forças anti-colonialistas e anti-imperialistas.

I - LIQUIDAR O COLONIALISMO PORTUGUÊS O povo moçambicano quer viver em paz. 0 nosso povo quer governar-se a si mesmo, escolhendo ele próprio os seus dirigentes, quer-elevar o seu nível de vida e construir ele próprio a sua economia. O nosso povo quer igualdade nas relações sociais e económicas, quer seguir e desenvolver a sua cultura, O nosso povo quer viver num Moçambique independente, próspero, evoluído e democrático a todas estas aspirações do nosso povo, que são comuns a todos os povos, têm sido contrariadas pelos colonialistas portugueses. Desde que os colonialistas portugueses chegaram à nossa terra o nosso povo não mais conheceu a paz - vítima da agressão das tropas portuguesas, vítima das manobras colonialistas que fomentaram lutas entre as tribos para mais facilmente as dominarem. O povo moçambicano deixou de poder produzir para si próprio: reduzido à escravidão, a sua força de trabalho passou a ser um instrumento para o e