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"Crítica à teoria da 'ameaça da Coreia do Norte'"


Os cientistas políticos estadunidenses defendem obstinadamente a “teoria da ameaça da América do Norte”. Querem dizer que seu país é a “superpotência” que se vê ameaçado pelo pequeno país asiático. Que absurdo!

Contudo, não se trata de uma pretensão errada.

A teoria da “ameaça da Coreia do Norte” não é correta

Se falamos dos Estados Unidos, o país que possui mais armas nucleares na Terra, que alardeia sua supremacia no mundo. Todos os anos para gastos militares registram mais dinheiro do que a soma desses gastos de todos os demais países do mundo. Quem acreditará que esta superpotência se vê ameaçada pela RPDC, país incomparavelmente menor tanto em extensão territorial como em população?

A ameaça não é a Coreia do Norte, mas sim os Estados Unidos.

O império intimidou extremamente o Norte da Coreia durante várias décadas com bombas atômicas.

Na passada guerra coreana (1950-1953), os Estados Unidos, para tentar fugir da derrota, revelou sua intenção de usar a bomba atômica. No Pentágono elaboraram um plano de despejar de 30 a 50 bombas atômicas na zona fronteiriça entre a RPDC e a China e então o presidente Truman e outras autoridades estadunidenses vociferaram que não renunciariam ao uso da bomba atômica na Coreia. Em dezembro de 1950, MacArthur, o então comandante das tropas norte-americanas no Extremo Oriente, falou: “formaremos no norte da Coreia, uma área de radioatividade do leste ao oeste. Ali durante 60 ou 120 anos não ressuscitará nenhum organismo”.

Também no pós-guerra seguiu a ameaça dos EUA com bombas atômicas contra a Coreia, que atribuindo sua derrota na guerra coreana ao não uso da mencionada arma, introduziu no Sul da Coreia e suas cercanias uma grande quantidade de armas nucleares, cujo número chegou nos anos de 1970 a mais de 1 mil. A Coreia do Sul se converteu no maior barril de pólvora do Extremo Oriente.

A intimidação com bombas atômicas dos estadunidenses se tornou mais grave através dos exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul realizados na Península e arredores. A simulação de guerra nuclear conjunta Estados Unidos-Coreia do Sul iniciada com o título “Focus Retina” em 1969 continuou por todos os anos modificando seu título para “Freedom Bolt”, “Team Spirit”, “Key Resolve”, “Foal Eagle”, “Ulji Freedom Guardian”, etc. Nestes foram mobilizadas grandes quantidades de meios de golpe nuclear antecipado incluso porta-aviões nucleares de grande envergadura.

A ameaça com bombas atômicas dos Estados Unidos chegou ao clímax no novo século. Em 2002, a administração Bush, em seu “informe sobre a postura nuclear”, definiu a Coreia do Norte como alvo do ataque nuclear antecipado e inclusive elaborou um documento bélico no qual estipulou usar em “tempo de emergência” a bomba atômica contra a Coreia do Norte. A administração Obama que preconiza um “mundo sem armas nucleares” excluiu a RPDC da lista dos alvos a que não se deve aplicar a bomba atômica.

Os fatos históricos demonstram que na Península Coreana, o ponto mais candente do mundo, o promotor da ameaça é os Estados Unidos e a vítima desta é a Coreia Popular.

Em que pese isto, por que o império insistiu na “ameaça da Coreia do Norte”?

Para desprestigiar de todos os modos a RPDC, isolá-la na sociedade internacional e justificar sua política de hostilidade a mesma, sua política de agressão.

Estados Unidos sim, se vê ameaçado pela RPDC

Os EUA, para estrangular a Coreia do Norte, havia inventado a “teoria da ameaça da Coreia do Norte”, fez da mentira a verdade. Se encontra nas mesmas condições do personagem das fábulas de Esopo e