Turquia usa atentado para justificar ofensiva na Síria e Iraque


Na última segunda-feira (20), 32 militantes do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) foram assassinados em um atentado à bomba em Suruç, cidade ao su da Turquia, próxima à fronteira com a Síria. Mais de um centena de outros militantes também ficaram feridos no incidente. As autoridades tucás atribuíram o ataque ao EI (Estado Islâmico), mas a organização negou a autoria do atentado. O governo turco, começou então uma ofensiva militar contra o EI na Síria e contra o PKK ao norte do Iraque, intervindo então, em território estrangeiro sem quaisquer provas da autoria do atentado. Por tratar dos interesses em combater o Estado Islâmico e o PKK, esta a derrubada do governo de Bashar al-Assad, na Síria, pois o mesmo é um entrave para que os Estado Unidos domine politicamente a região. O que deixa esse apontamento mais claro é a autorização da Turquia para que os EUA e outros países "antijihadistas" utilizassem suas bases para confrontar o EI e o PKK. Com esse cenário, três dos maiores problemas do imperialismo na região são resolvidos: O Estado Islâmico - que assim como os rebeldes sírios foi incompetente em derrubar o governo sírio; o PKK - que históricamente é um problema para a Turquia, pois a organização quer a autonomia do Curdistão, que compreende parte do território turco; e Bashar al-Assad - por não se alinhar às políticas ianques para o Oriente Médio.


por Rodrigo Ortega

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NOVACULTURA.info

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