Delfim Netto, economista da ditadura, ataca a experiência socialista


Em artigo publicado na revisa Carta Capital, Delfim Netto, economista burguês e reacionário, pretende fazer uma “analise” sobre o socialismo, como forma de justificar sua crença na eternidade do capitalismo. Em um momento do seu ridículo artigo, Delfim cita um trecho de uma carta escrita por Lenin em 1918, onde o revolucionário russo narra alguns fatos óbvios sobre a crescente participação das massas, anteriormente oprimidas e exploradas, na direção do Estado e da economia da Rússia Soviética. Como bom burguês, portanto, um decadente ideológico, evidente que essas frases são alvo da ironia de Delfim Neto. Segundo o economista da ditadura militar, a história teria negado os prognósticos de Lenin e o fato que comprova tal afirmação seria a “implosão” da URSS pelos “herdeiros” da revolução de 1917, que teriam cometido uma “constelação de erros econômicos”. Tentando ser irônico, o autor do texto expõe sua própria visão do que seria a transição socialista (delírios, portanto) para ridicularizar o socialismo enquanto modo de produção. O breve artigo ainda continua citando frases soltas de autores como Lukács e o anticomunista Goerge Orwell (clichê). O economista reacionário ainda tenta se passar por defensor dos pobres “alienados”, contra o que ele chama de “intelectuais que pretendem ser vanguarda”. Delfim Neto, indignado, se indaga o porquê desses intelectuais não se conformarem com o “conforto no emprego” supostamente conquistado pelos trabalhadores e “salário razoável para sustentar a família”, tudo isso fatos “produzidos pelo capitalismo”. Gostaríamos de saber se Delfim Neto ainda vive no Brasil ou até mesmo no planeta terra, mas logo somos obrigados a lembrar que argumentos do tipo são bem caros aos ideólogos das classes dominantes, parasitas incorrigíveis, portanto não nos estranha que Delfim os reproduza. Será que Delfim Netto teria a coragem de um dia afirmar que o “conforto no emprego” e o “salário razoável” teria sido obra da benevolência dos “empreendedores” e da grande burguesia? Delfim Netto ainda solta mais algumas “pérolas” do clichê reacionário, mas termina os seus ataques contra o que ele chama de “esquerda” afirmando que o “trabalhador alienado aprendeu que a esquerda está confortavelmente instalada no serviço público”, logo ele que fez carreira mamando nas tetas dos mais diversos governos que existiram no Brasil, desde a época da Ditadura Militar. Consideramos importante explicarmos algumas coisas: o que Delfim Netto pretende fazer ao escrever sobre o que ele acha ser socialismo, tem como único objetivo semear a confusão. Ainda acreditamos, que apesar de medíocre, Delfim Netto não é burro, portanto, sabe muito bem que o que caiu em 1991 não foi o socialismo, mas sim o revisionismo – que desde 1956 promove a restauração capitalista na URSS e em outros países socialistas. Os dirigentes que derrubaram a URSS não eram “herdeiros de Lenin” como afirma Delfim Netto, mas sim herdeiros das classes que haviam sido despojadas do poder – os Delfim Nettos russos - com a Revolução de 1917, mas que conseguiram retornar ao poder em 1956, se infiltrando no Partido Comunista e nas instituições do Estado soviético. O triste é saber que ainda existem “marxistas” que veem algo de útil nas obras do direitista Delfim Netto.


por Gabriel Martinez

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