Cortes do governo afetam o PIB brasileiro


Na última sexta-feira (29) foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) os números do PIB do 1° trimestre de 2015, que apresentou uma retração de 0,2%, puxada principalmente pela queda do consumo das famílias (-1,5%), que fora usada pelo governo para amenizar os efeitos da crise de 2008, mas que agora está sendo prejudicado pelas medidas exigidas pelo FMI e pelo imperialismo para não tirarem o grau de investimento do Brasil e consequentemente não aumentarem (ainda mais) os já exorbitantes juros brasileiros, medidas essas que sufocam o já não tão folgado orçamento das famílias. Além da queda do consumo, outro setor que sofreu foi a indústria, que continua em queda livre de 0,3%, com perda de 4,5% das vagas de emprego no setor nos últimos três meses. Apesar de não ser novidade o processo de desindustrialização a qual o Brasil está submetido e a consequente dependência da nossa economia das commodities, devido as medidas citadas anteriormente esse processo vem se acelerando. A alta do dólar, em tese, deveria ajudar a indústria uma vez que deixaria o produto brasileiro competitivo lá fora, mas como a maior parte da produção brasileira não é de produtos 100% nacionais, mas em sua maioria montados com componentes importados, a indústria sofre os efeitos dessa alta. Diante deste quadro, somente a agropecuária registrou crescimento de 4,7%, graças ao seu papel de exportador. O governo Dilma, como já era previsto, vem cedendo as imensas pressões dos setores ligados ao imperialismo para implantar a austeridade, além de um aprofundamento das privatizações e de uma mudança ainda mais conservadora na política externa brasileira. O imperialismo, está recrudescendo os ataques contra os países, aliados à burguesia reacionária destes, que constituem minimamente um obstáculo para seus interesses, e no Brasil a o ataque está sendo direcionados até para os movimentos comportados e reformistas como o PT, como uma forma de atacar o movimento popular como um todo e difundir o anticomunismo.


por Diego Gregório

NOVACULTURA.info

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