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Graciliano Ramos: "Cultura a serviço do povo"

Camaradas: Não sei bem se o que lhes vou dizer nesta conversa ligeira combina com o título dela, anunciado no jornal. Escapou-me a notícia, é possível que me afaste um pouco da matéria comunicada aos leitores. Bem. Para não estarmos com prólogos, entro no assunto e declaro que, na minha fraca opinião, antes de vermos no livro um veículo de cultura, devemos considerá-lo simples mercadoria. Evidentemente ele não é uma graça de Deus, como a luz do sol e a água da fonte: encerra o esforço de numerosas pessoas, do trabalho complexo do autor à rija labuta do impressor. Sem levarmos em conta as fases anteriores e posteriores a isso: a fabricação do papel, da tinta, das máquinas, dos cordéis; a

"Para consolidar a base organizativa e ideológica do Partido"

É preciso consolidar a base organizativa e ideológica do Partido de acordo com a exigência do Partido e da revolução em desenvolvimento. Isto constitui uma questão de princípios para a construção do partido da classe operária e um assunto fundamental do qual depende o futuro da revolução. A base organizativa e ideológica do partido decide a existência ou a destruição do mesmo, a vitória ou a derrota da revolução. Metaforicamente, é como o cimento de um edifício. A fragilidade de sua base acaba por destruí-lo. O mesmo ocorre com um partido sem uma base organizativa e ideológica sólida que frente a qualquer desafio se fragmenta em mil pedaços. Similares exemplos ocorreram com muita frequência

"Entrevista de Stalin a Roy Howard"

No dia 1º de março de 1936, o Camarada Stalin deu uma entrevista a Roy Howard, presidente da Scripps-Howard Newspapers. [...] Howard: Que situação ou condição, na sua opinião, fornece a principal ameaça de guerra hoje? Stalin: O capitalismo. Howard: Qual aspecto específico do capitalismo? Stalin: Seu aspecto imperialista, usurpatório. Lembre-se de como a Primeira Guerra começou. Ela surgiu do desejo de redividir o mundo. Hoje nós temos o mesmo cenário. Há estados capitalistas que consideram que foram trapaceados na última redistribuição de esferas de influência, territórios, fontes de matérias-primas, mercados, etc, e que gostariam de uma outra redivisão que lhes favorecesse. O capitalismo,

"A trabalhadora na Rússia Soviética"

O poder soviético foi o primeiro a criar as condições em que a mulher pudesse conquistar, finalmente, o trabalho de sua própria emancipação. Ao longo dos anos, foi escrava. A princípio, sob o reinado da pequena produção, foi dona de casa; depois, com o desenvolvimento do capitalismo, passa a exercer tripla jornada de trabalho: no Estado, na fábrica e no trabalho doméstico. Tem sido assim sob o regime czarista, bárbaro e subdesenvolvido, como também nas “democracias” mais “civilizadas” da Europa Ocidental e da América. Sob o regime burguês, priva-se a trabalhadora dos escassos direitos políticos que se outorgam aos trabalhadores. Na fábrica e na oficina, está, todavia, mais oprimida, mais exp

"Se querem a paz, vocês têm que lutar por ela"

Há muitas bandeiras americanas aqui, e o nosso Ministro da Informação, Eldridge Cleaver, diz que a bandeira dos Estados Unidos e a águia americana são os reais símbolos do fascismo. Todo Poder ao Povo! Black Power para o povo negro, poder marrom para o povo marrom, poder vermelho para o povo vermelho, poder amarelo para Ho Chi Minh e o camarada Kim Il Sung, o corajoso líder das 40 milhões de massas do povo coreano. O Black Panther Party assume a posição de que queremos que todo homem negro seja isento do serviço militar e que acreditamos que o povo negro não deveria ser forçado a combater no exército para defender um governo racista que não nos protege. Não iremos combater e matar outros pov

O Socialismo Científico de Marx e Engels e o combate às ideias antiproletárias

Breve História do Movimento Operário VII As mudanças, em meados do século XVIII, ocorridas a partir de invenções como a máquina de vapor e de máquinas destinadas ao processamento do algodão, nas palavras de Friedrich Engels, em A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, “desencadearam uma revolução industrial que, simultaneamente, transformou a sociedade burguesa em seu conjunto”. E a Inglaterra seria o principal palco dessas mudanças. Com a maquinaria, a “partir de 1738 registram-se na Inglaterra contínuos progressos na mecanização da fiação, de enorme importância para o desenvolvimento do capitalismo”, como a primeira máquina de fiação, jenny, “construída em 1764 pelo tecelão James H

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