DIA INTERNACIONAL DA MULHER PROLETÁRIA

O dia internacional da mulher foi declarado pela primeira vez há 104 anos, no dia 19 de março de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional da Mulher Trabalhadora e Socialista e a sua inspiradora foi Clara Zetkin, destacada marxista alemã e dirigente do Partido Comunista da Alemanha. Posteriormente a data foi mudada para 8 de março, em honra de históricas lutas travadas naquela data por mulheres operárias na cidade de Nova York entre os anos de 1857 e 1908. Na União Soviética, o dia foi transformado em feriado nacional, enquanto, em todo mundo capitalista, inspirava o ódio à burguesia e uma furiosa repressão contra aquelas mulheres trabalhadoras que ousavam manter erguida sua reivindicação de justiça e igualdade.

Mas, com o imenso ímpeto conquistado pelo movimento feminista durante as décadas de 1960 e 1970, insuflado pelas lutas de libertação nacional em diversos países do Terceiro Mundo e a consolidação do campo socialista como contrapeso real ao domínio global do capital financeiro, a burguesia ver-se forçada a acrescer a sua tática de repressão e violência, aquela da dissuasão e da cooptação pacíficas. Em todos os cantos do mundo passam a se estimular as ONGs e agrupamentos feministas não-classistas, que separam a luta pela emancipação da mulher do seu conteúdo operário, revolucionário, e até mesmo impondo sentimentos antissocialistas. O auge dessa estratégia é a oficialização pela ONU do 8 de março como dia internacional da Mulher, o que proporciona a midiatização e comercialização da data.

Um século depois da celebre conferência que adotou a estratégia das jornadas anuais de luta pela causa da emancipação da mulher trabalhadora, a sua necessidade se faz sentir de maneira crescente. É que a dissolução do mundo socialista, graças a ação corrosiva e reacionária do revisionismo em seu interior, a nova ofensiva do imperialismo contra os povos e, finalmente, as políticas de reformas neoliberais ditadas por Washington, bem como a mais recente crise do capital financeiro internacional, a qual se segue uma ofensiva generalizada do imperialismo, vem removendo direitos e dificultando a vida dos trabalhadores.

Nessas condições, são as mulheres operárias as mais vilipendiadas e submetidas a vexames. Essa situação vem se somar a decadência moral da sociedade capitalista, que impõe uma cultura da hiperssexualização e de objetificação da mulher. As trabalhadoras são vítimas ainda de outro rolo compressor: a ascensão dos movimentos fundamentalistas (do qual o Brasil não está isento) que, com sua moral medieval, pretendem retirar por completo o direito da mulher de dispor do seu corpo. Entre esses dois muros, a mulher se vê esmagada e ainda precisa lhe dar com a sua difícil condição de classe, sobrevivendo a jornadas de trabalho extenuantes e que só lhe proporcionam magros salários. Frente a isso, só lhe resta a alternativa de erguer a bandeira da organização e da luta revolucionária, combater o capitalismo e o imperialismo, que são seus reais inimigos, e construir uma sociedade verdadeiramente democrática e livre, a sociedade socialista, a única garantia contra a exploração e o sofrimento de que são vítimas.

 

 

VEJA ABAIXO ALGUNS DOS PRINCIPAIS MATERIAIS PUBLICADOS PELO NOVACULTURA.INFO SOBRE A LUTA DAS MULHERES

 

A libertação da mulher é

uma necessidade da revolução

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